O movimento Verde surgiu em Cataguases em 1927, estendendo seu ciclo até 1929 com a publicação do 6º e último número da Revista Verde.

Compunha-se de nove membros, quase todos estudantes do antigo ginásio de Cataguases: Ascânio Lopes, Camilo Soares, Enrique de Resende, Fonte-Boa, Francisco Inácio Peixoto, Guilhermino César, Martins Mendes, Oswaldo Abritta e Rosário Fusco.

Antes da publicação da revista, ensaiaram os primeiros passos nos jornais O Mercúrio, Jazz-Band, Boina, O Estudante e no jornal oficial do município Cataguases.

Editaram seis números da revista em que colaboraram escritores como Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Anibal Machado, José Américo de Almeida e muitos outros modernistas que os ajudaram a criar talvez a mais importante vertente do modernismo no interior do país.

O encerramento do movimento "coincidiu" com a morte prematura de Ascânio Lopes (aos 22 anos), um do líderes do grupo, em 1929. Isso precipitou o fim das atividades da equipe, passando seus integrantes a trabalhar individualmente daí em diante.

Uns foram para o Rio de Janeiro, outros para Belo Horizonte, Juiz de Fora, São Paulo e Porto Alegre. Aqui só permaneceram Martins Mendes e Francisco Inácio Peixoto.