Ascânio Lopes Quatorzevoltas nasceu em Ubá(MG) em 1906, vindo com 5 meses para Cataguases. Em 1925 foi para Belo Horizonte, onde estudou Direito. Morreu em 1929, aos 22 anos, o que decretou o fim da Verde.
Obras: Poemas cronológicos (ao lado de Enrique de Resende e Rosário Fusco). Em 1967, sua obra foi organizado por Delson Gonçalves Ferreira no livro Ascânio Lopes: vida e poesia. Sobre o autor, foi publicada em 1998 a antologia Ascânio, o poeta da Verde, organizada por Joaquim Branco.


Camilo Soares de Figueiredo Junior nasceu em 1909, na Fazenda de Monte Santo, no distrito de Coelho Bastos, município de São Manuel, hoje denominado Eugenópolis (MG).. Por volta de 1926, já estava em Cataguases, estudando no Ginásio Municipal. .Em vida, só publicou um livro: O soldado Nicolau; contudo, há inúmeras obras inéditas à espera de edição: Rio Tonto (contos); Ermida (romance); As viagens, Diorama para Bueri, Teoremas para Edmor (poesia) e muitos outros manuscritos sem títulos. Morreu em São Paulo em 1982.




Nasceu em Cataguases em 1896, na família dos fundadores do município. No tempo em que construía a estrada de rodagem Cataguases-Leopoldina, como engenheiro, fez parte do grupo Verde de literatura. Era o mais velho da equipe e já havia publicado um livro de versos – O cofre de charão. Com Ascânio e Fusco, editou Poemas cronológicos. Pertenceu à Academia Mineira de Letras e escreveu variada obra (poemas, crônicas, memórias etc.).
Morreu no Rio em 1973. Obras: Pequena história sentimental de Cataguases, Obras completas, Estórias e memórias, Derradeira colheita etc.




Christophoro Fonte-Boa nasceu em São Gotardo (MG), em 1906. Com os colegas da mesma idade, participou das sessões do Grêmio Literário Machado de Assis, como orador. Advogado e jornalista, trabalhou como redator do Diário de Minas, de Belo Horizonte, e, em Juiz de Fora, do Diário Mercantil. Também colaborou na revista literária Leite Criôlo, que apareceu em Belo Horizonte em 1929 e que teve muita significação dentro das correntes do Modernismo. Morreu em Juiz de Fora, em 1993.




Nasceu em Cataguases em 1909. Foi grande sua importância, desde o início do movimento Verde, mas sua figura se agigantou com o passar dos anos, pois fixou residência em Cataguases, onde fundou o Colégio de Cataguases (hoje, Colégio Manuel Inácio), exerceu influência cultural sobre a cidade e escreveu uma obra pouco extensa, mas de muito valor.
Devido à sua permanência na cidade, aqui vinham constantemente escritores (Marques Rebelo, Lúcio Cardoso, etc), artistas plásticos (Niemeyer, Aldary Toledo, etc) e outros. Com sua influência, transformou a arquitetura e a mentalidade de Cataguases, com inúmeras residências e prédios construídos por arquitetos de renome. Morreu em Cataguases em 1986.
Obras: Meia Pataca (1928, poemas, com Guilhermino César), Dona Flor (1940, contos), Passaporte proibido (1960, livro de viagem), A janela (1967, contos), Chamada geral (1982, contos).


Nasceu em Eugenópolis(MG), em 1908, vindo em 1920 para Cataguases. Mudou-se ainda jovem para Porto Alegre(RS) e fez carreira como professor de literatura brasileira na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi poeta, crítico e ficcionista.
Obras: Meia pataca(1928, poesia, em comum c/ Francisco Inácio Peixoto), Sul(romance), História da literatura do Rio Grande Sul (1971), Lira coimbrã e Portulano de Lisboa(1965, poesia), Arte de matar (1969, poesia), Sistema do imperfeito & outros poemas (1977, poesia). Morreu em Porto Alegre, em 1993.


Antônio Martins Mendes nasceu em 1903, em Cataguases. Estudante do Ginásio de Cataguases e posteriormente professor. Foi advogado e promotor público.Começou seus estudos de Direito em Belo Horizonte, concluindo-o na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1929. Em 1927, participou do Movimento Verde, mas um pouco à distância, pois na época estudava fora. Morreu no dia 7 de junho de 1980, no Rio de Janeiro, para onde se transferira, alguns anos antes, com a família.
Obra: Treze poemas (1929)



Oswaldo José Abritta nasceu em l908, no distrito de Cataguarino, município de Cataguases, filho de Boaventura José Abritta e Ana Lopes do Nascimento. Fez o ginásio como aluno interno no antigo Ginásio Municipal de Cataguases, hoje Colégio Manuel Inácio. Aos 23 anos, com seus colegas e professores, escreveu uma antologia manuscrita denominada Um pouco de tudo. Editou, também manuscrito, um jornalzinho de nome Farol. Seu filho, Luiz Carlos Abritta, preservou sua obra – deixada encadernada e em manuscritos, e intitulada “Versos de ontem e de hoje”, datada de 1931 –, fez editar, em 2000, seus textos mantendo o título original. Morreu em Carandaí, em 1947. Obra publicada: Versos de ontem e de hoje - 1931 (2000).


Nasceu em São Geraldo(MG), em 1910, mas veio para Cataguases aos 6 meses de idade. Ascânio e Fusco foram os “motores” da Verde. Fusco, apesar de muito novo (17 anos) na época, cuidava de toda a correspondência da revista, bem como de sua diagramação e fez inúmeras ilustrações.
Dedicou-se a todos os gêneros literários e tinha um temperamento e uma inteligência vulcânicos, tendo por isso rodado mundo em busca de aventura. Como advogado, foi procurador-geral do Rio de Janeiro, onde residiu por bastante tempo. Em 1967 voltou para Cataguases, morrendo em 1977.
Obras: O agressor, Livro de João, Carta à noiva, Dia do Juízo,A.S.A. - Associação dos solitários anônimos (romances principais) Fruta de Conde e Poemas Cronológicos (poesia, com Enrique Resende e Ascânio) etc; deixou inéditos: Vacachuvamor (romance), Um Jaburu na Torre Eiffel (livro de viagem), Creme de pérolas (poesia).